quarta-feira, 8 de maio de 2013

Recriação/Releitura

Chame como quiser, a experiência de gravar a famosa cena em que o Mr. Blonde corta a orelha do policial Marvin, em Cães de Aluguel, nos levou a enxergar a dificuldade que existe até nas mais simples tarefas.
Claro, devido a total falta de prática, experiência e até de recursos, o resultado final ficou um tanto diferente do original. Mas, se a gravação não ficou lá o que imaginávamos, valeu o aprendizado e a diversão que tivemos durante as gravações. Nosso especial obrigado ao Jhonny Castro, que pacientemente aguentou um bando de malucos com aquela fita vedando sua boca.

http://www.youtube.com/watch?v=Nsp8l8buSOY

domingo, 5 de maio de 2013

Tarantino na BBC Radio 6

Quentin Tarantino revela suas preferências musicais a BBC (foto: divulgação).

Mais da ligação do diretor Quentin Tarantino com o universo musical aqui no blog da Winn & Vega Produções. Na última postagem, análise elaborada pelo Tenho Mais Discos Que Amigos relaciona as produções do diretor com suas respectivas trilhas sonoras. Desta vez, trazemos entrevista dada por Tarantino a Matt Everitt, da BBC, revelando suas preferências musicais. O repertório vai de Presley a Bowie. Confira aqui a lista completa.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Quentin Tarantino e o Som de Cinema

O "Tenho Mais Discos Que Amigos" (TMDQA) publicou, em janeiro deste ano, o Som de Cinema de Quentin Tarantino. A série analisa o impacto da trilha sonora escolhida em produções de determinados diretores. Confira, as duas edições, nos links abaixo.

http://tenhomaisdiscosqueamigos.virgula.uol.com.br/2013/01/22/som-de-cinema-1-quentin-tarantino-pt-1/

http://tenhomaisdiscosqueamigos.virgula.uol.com.br/2013/01/31/som-de-cinema-2-quentin-tarantino-2/

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Livro

Ahhh... só no começo da leitura, mas já dá pra dizer que é muito bom


Livro de Paul A. Woods com análise dos filmes e co-direções do Tarantino.

domingo, 31 de março de 2013

Um prato que se come frio


Nuances da vingança marcam o cinema cru e caótico de Quentin Tarantino desde Pulp Fiction, por Renan Machado

Duas louras bonitas: uma delas, judia, esconde-se num cinema à luz do dia, em Paris, como francesa legal nos idos da Segunda Guerra; a outra, assassina de aluguel aposentada, dirige uma picape cafona pelos EUA anos após sobreviver à tentativa de homicídio praticada por antigos parceiros. Dois exemplos, separados pelo Atlântico, e aproximados por Quentin Tarantino em torno de uma temática comum: a vingança.
Seja Shosanna, personagem de Bastardos Inglórios que vinga a morte da família judia ao incendiar o cinema de sua propriedade durante uma sessão nazista, ou Beatrix Kiddo, protagonista da sequência Kill Bill, obcecada em eliminar o ex-cônjuge e comparsa por condena-la com um tiro na cabeça. Ambas vivem a trama em busca de vendeta. Os filmes são obras de Quentin Tarantino, diretor cinematográfico nascido no Kentucky que, desde os primórdios da carreira, aborda o tema com afinco.
Tarantino começou a filmar nos anos 90. Uma de suas primeiras produções, Pulp Fiction, de 1994, apresenta pitadas de vingança. Marsellus Wallace, personagem primário que representa um chefão do crime, vinga-se de personagens secundários em duas situações durante o filme. A primeira: reza a lenda que um capanga de Wallace fez massagem nos pés da esposa do chefão, Mia, a pedido da mesma. Wallace teria arremessado o infeliz serviçal pela janela. Em um segundo momento, envolve-se em uma situação constrangedora com um oficial da lei de conduta questionável. A vendeta pessoal de Wallace não foi mostrada nas telonas a fim de preservar a moral e os bons costumes.
Os anos se passaram e Tarantino seguiu estampando o selo vingativo em suas produções. Independente dos motivos que levam o diretor à recorrência, na vida real, como o sentimento de vingança é vista na sociedade? Segundo a psicóloga Fernanda Cidral, a manifestação da vingança depende da carga emocional que o indivíduo carrega consigo após passar por uma situação, de alguma forma, traumática. “A vingança é um comportamento evidenciado por uma pessoa que se sente ofendida, por exemplo. A violência é uma resposta comum nesse caso”, afirma.
Para Fernanda, as motivações que geram vingança dependem do indivíduo e de sua respectiva personalidade. Porém, com gancho em Kill Bill, a psicóloga diz ser um comportamento recorrente na sociedade contemporânea, ainda que a produção seja uma obra de ficção. “Em uma relação, seja de amizade ou relacionamento afetivo, existe uma construção de subjetividade. Quando esse elo é desfeito, é natural que a mágoa, ódio ou manifestações de amor rebuscadas apresentem características de vingança, como uma forma de rebater o dano emocional causado pela outra pessoa”, atesta.
No universo exterior ao ponto de vista médico e especializado em cinema, o apreço de Tarantino por situações de vingança é, também, constatado. Marcelo Santos, dj de casas noturnas, é um grande fã do cinema feito pelo diretor. “Já assisti tudo dele (Tarantino). Bastardo Inglórios eu vi mais de dez vezes”, diz. De acordo com Santos, a recorrência, ainda que presente em Pulp Fiction, fica mais evidente a partir de Jackie Brow. “Particularmente vejo mais vingança a partir de Jackie Brow, mas isso é uma questão de olhar clínico”.
Quanto a Kill Bill e Bastardos Inglórios, Santos afirma dispensar comentários técnicos. “São duas obras de gênio, com tom de descontração apesar da tragédia”, afirma. Por outro lado, ressalta a temática da vingança como mais marcante nas duas produções em questão de Tarantino. “Ainda que pinceladas, aqui e ali, já revelassem essa característica de enredo do Tarantino, é em Kill Bill e Bastardos Inglórios que existem personagens dedicados à vingança durante todo desenrolar do filme”, completa.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Thomas Edison e sua câmera cinematográfica


"Acho que Thomas  Edison criou a câmera cinematográfica para filmarmos a violência", Quentin Tarantino